A Escola Secundária de Fafe
Sexta, 18 Dezembro 2009 15:01
Sensivelmente a meio da rua Montenegro da cidade de Fafe, numa casa algo vetusta, porta número 92, quase em frente do antigo asilo, com uma certa aparência de abandono, está colocada uma singela e pequena placa, que faz eco de uma das primeiras iniciativas do século vinte em termos de formação cultural, de natureza liceal. Nessa nostálgica pedra preta, consta a seguinte inscrição: “ Fundado pelos professores João de Oliveira Frade e Manuel José da Costa, em 1924, funcionou, neste edifício, de 1928 a 1948, o EXTERNATO de FAFE, estabelecimento de ensino, que tantos e tão relevantes serviços prestou à nossa terra.”
Seguir-se-lhe ia o Colégio de Fafe, que começou a funcionar em 1951, no qual fruí as eloquentes lições dos meus mestres, especialmente, da sua Directora e professora de Matemática e de Física e Química, Dra Maria Emília. Era na área docente da Matemática que a ilustre formadora atingia a plenitude, o infinito apogeu do seu brilhantismo, a mais luminosa luz do Sol do seu entusiasmo docente. Eram deveras fascinantes os horizontes abertos pelo criativo raciocínio hipotético-dedutivo, que representa, sem dúvida, um salto qualitativo deslumbrante comparado com o vulgar e escolástico silogismo, cuja conclusão nada traz de novo para além do que já vem contido nas premissas.

Daí a pouco, a Escola adquiriu a sua autónoma e foi criada a Escola Secundária de Fafe pelo Decreto-lei nº 260-B/75, de 26 de Maio de 1975, com o código 816, em DR-I série. Começou a funcionar em 22 de Maio de 1976. Passou a Escola Secundária/3, pelo Despacho nº 1847/99, de 03 de Fevereiro de 1999, com o código 403775, em DR-II série. A sua efeméride dos trinta anos de existência foi celebrada, fez três anos em Maio.

Foi transferida para o actual complexo de edifícios no ano lectivo 1983/1984, estando, por conseguinte, a cumprir o seu vigésimo sexto ano de existência, nestas instalações actuais.
Pelo meu prisma de apreciação das situações, das coisas e das pessoas, tem sido um centro de cultura, de profundo humanismo, de elevada nobreza e dignidade; de irrepreensível dedicação e profissionalismo.
Sempre tenho gostado da Escola e, em especial, do seu pessoal docente. Somos gente de valores, que nos orientamos pelos princípios de Cidadania democrática, pela pureza e ecologia dos nossos sentimentos.
Augusto Lemos
in "Revista ConVida", Edição nº0, Dezembro de 2009


